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domingo, 6 de novembro de 2011

festa do dia das crianças 2011 - MORESCO









PARA ENTENDER UM POUCO SOBRE DISLEXIA

Dislexia

Avaliação e Intervenção



Dislexia

• É atualmente aceite que o conceito designa uma dificuldade de distinção e memorização de letras ou grupos de letras e problemas de ordenação, ritmo e de estruturação das frases, afetando tanto leitura como escrita.



• Para a generalidade das crianças a leitura e escrita surgem de forma normal, mas não para estas.



• As crianças apresentam um nível de desenvolvimento normal nas outras áreas.

Dislexia

• Inicialmente associava-se o termo somente a perturbação neurológica provocada por traumatismo que afetava estruturas do cérebro (Dislexia Adquirida).



• Quando a perturbação não está relacionada com traumatismos, nível

intelectual, nível socioeconômico, ou métodos pedagógicos errados (Dislexia de Desenvolvimento).



Dislexia

• Dislexia de Desenvolvimento pode ser designada como: “Uma perturbação que se manifesta na dificuldade em aprender a ler, apesar do ensino ser convencional, a inteligência adequada e as oportunidades socioculturais suficientes. Deve-se a uma

incapacidade cognitiva fundamental, de origem constitucional.”



As crianças disléxicas não têm falta de capacidade, necessitam sim de

uma maior flexibilidade e estimulação.



Dislexia

• Definição Geral:

– A dislexia é uma desordem em nível de desenvolvimento da linguagem cuja principal característica consiste numa dificuldade permanente em processar informação de ordem fonológica.



– Esta dificuldade envolve codificar, recuperar e usar de memória códigos fonológicos e implica défices de consciência fonológica e de produção de discurso.



– Esta desordem está presente desde a nascença e persiste ao longo da vida, refletindo-se quer na leitura quer na escrita.

Dislexia

Aspectos chave na Definição:

– Define a desordem de acordo com as características específicas (codificação, recuperação e consciência fonológica) em vez de afirmar que se trata de uma deficiência ao nível da leitura;



– Ao especificar a natureza do processamento fonológico a definição exclui os indivíduos cujos problemas de leitura se devem a outros fatores (perda de audição, problemas visuais ou intelectuais);



– A definição não se estende a outros domínios de funcionamento cognitivo, como a compreensão ou o raciocínio.



Dislexia

Os erros mais comuns nos processos de leitura e escrita são:



• Confusão entre letras com formas idênticas. Assim podem aparecer erros nos seguintes conjuntos: p-q; d-b; p-d; q-b; m-w; n-u.



• Inversão de letras em palavras (escrita em espelho);



• Substituição de umas letras por outras (para além das enumeradas no nº1);



• Omissão de letras, pode afectar outras consoantes e até vogais;



Dislexia



• Omissão de palavras em ditados e cópias;



• Uniões e separações indevidas de palavras (ex. guar-dachuva);



• Vacilações (o leitor demora mais tempo que o habitual a ler);



• Adição de letra no final da palavra (ex. colhere)





O Processo de Leitura envolve:



- Percepção Visual, com identificação de grafemas (representação gráfica dos sons);



- Análise desses grafemas através do reconhecimento de símbolos;



- Descodificação de grafemas em fonemas (sons que constituem as palavras);

- Consciência Fonológica;



- Transformação em algo com sentido do que é lido.



Consciência Fonológica



• Habilidade de tomada de consciência das características formais da linguagem. Esta habilidade compreende dois níveis:



1. A consciência de que a língua falada pode ser segmentada em unidades distintas, ou seja, a frase/ palavras/ fonemas/ sílabas/ letras.



2. A consciência de que essas mesmas unidades repetem-se em diferentes palavras faladas.



Consciência Fonológica



- Tem sido identificado como a função mais afetada na dislexia, e pode ser identificada desde cedo em crianças que:

- Não conseguem identificar rimas;

- Não conseguem identificar o som inicial das palavras;

- Não conseguem identificar o som final das palavras;

- Juntar ou retirar sons a palavras;



Descodificação de Símbolos envolve:

A leitura é uma forma altamente complexa de descodificação de símbolos, é um processo que envolve:

- Atenção;

- Memória;

(Memória de Trabalho)

- Imagem mental

(imaginar o que está a ser lido)



Rotas de Aquisição da Leitura Rota “Fonológica”- anteriormente designada de Ortográfica



– Consiste em discriminar os sons correspondentes de cada um dos grafemas. Assim podemos ler palavras pouco frequentes, desconhecidas e pseudopalavras;



– Esta é assim a rota que nos abre a perspectiva de lermos tudo o que se apresente escrito nos nossos caracteres.



Rotas de Aquisição da Leitura Rota “Léxical”- visual



– É caracterizada por nos fazer chegar as palavras no seu todo, sem a necessária decomposição nas suas partes constituintes;



– Faz uso de conhecimentos específicos da pronuncia das palavras e permite ler corretamente palavras de excepção (exemplo e muito);



– É uma via mais rápida que a anterior, é uma base de dados que possuímos e à qual recorremos para acelerar o processo de leitura.



Enquanto leitores hábeis utilizam as duas rotas de

forma automática mantendo o sentido do que

estamos a ler.





Principais Défices Cognitivos

1- Défices Perceptivos

– Problemas perceptivos quando existem estímulos verbais.

• Ex. No desenho de memória de figuras que lhes eram apresentadas visualmente os sujeitos com dificuldade na leitura apresentavam problemas quando estavam associados itens verbais aos estímulos a recordar.



2- Défices de Memória

– Não conseguem memorizar com tanta facilidade e consequentemente recorrer à informação guardada quando se trata de novas palavras.



3- Défices Fonológico

– Compreensão de leitura deficiente, quando lêem recordam-se essencialmente as cadeias de palavras letra-a-letra não conseguindo lembrar-se dos termos exatos nem dos seus significados;



– Vocabulário reduzido, menor fluidez nas descrições verbais e uma elaboração sintática (formação de frases) menos complexa.



Os disléxicos não têm dificuldades no processamento verbal geral, uma vez que são capazes de utilizar e compreender a linguagem.

O seu problema reside na codificação fonológica dado que fracassam em tarefas de soletração, leitura e escrita.

O problema emerge pois no momento em que têm de transformar letras ou palavras num código.



Escolares

• Disciplinas onde surgem problemas específicos:

– História- Problemas em captar as sequências cronológicas;

– Línguas;

– Geografia- Dificuldade no estabelecimento de coordenadas;

• Características da Leitura:

– Lenta, sem ritmo;

– Leitura parcial de palavras;

– Perda de linha que está a ser lida;

– Confusão quanto à ordem das letras (ex. Sacar em vez de Sacra);

– Mistura de sons.



Problemas no Quotidiano



• As crianças podem apresentar dificuldade:

– Diferenciarem esquerda de direita;

– Problemas de orientação (decorrentes do acima mencionado);

• Estas dificuldades são decorrentes de disfunções neurológicas leves de que são exemplos de problemas ligeiros de coordenação e de maturação que se manifestam:

– Atrasos da marcha;

– Atrasos de linguagem;

– Percepção visual;

– Percepção auditiva;

– Memória.



Guia Geral de Sinais de Dislexia



• Haverá Sempre:

– Dificuldades com a interpretação da linguagem escrita;

– Dificuldades em escrever;

– Problemas sérios com a ortografia;

– Lentidão na aprendizagem da leitura.



• Haverá Muitas Vezes:

– Dificuldades com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e padrões como a tabuada;

– Problemas com a memória a curto prazo e organização;

– Dificuldade em seguir indicações de trajetos espaciais e em executar sequências de tarefas complexas;



• Haverá por Vezes:

– Dificuldades com a linguagem falada;

– Problemas na apreciação das distâncias e com a percepção do espaço;

– Confusão entre esquerda e direita esquerda e direita.



(PsiFala)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

CURSO

Distúrbio de Linguagem no Ambiente Escolar

3 de dezembro de 2011
8:30 às 17:30

Objetivos:

Identificar, compreender, encaminhar, auxiliar os educandoscom distúrbios de aprendizagem/ linguagem

Público alvo:

Estudantes e Profissionais da área de Educação

Local:

Rua Sorocaba, 643/201

Botafogo -RJ

Investimento:

À vista: $200,00

Ou 2 cheques de $110,00

Contato: (21) 2266-0298

(21) 8176-2450

Programação:

Módulo I

Conceituando dificuldades/ distúrbios de

Aprendizagem/ linguagem;

Aspecto interdisciplinar: pedagógico, biológico, social, afetivo;

Capacidades prévias para aquisição de Leitura e Escrita;

Módulo II

Dislexia; Disortografia; Disgrafia; Discalculia;

Desvio Fonológico (dislalia);

Processamento Auditivo;

TDAH;

Legislação

Como e quando encaminhar

Depósito: banco Itaúagência: 7115

Conta: 11016-0

Enviar comprovante de depósito por e-mail:

fonochampion@gmail.com

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 
DESENVOLVENDO CAPACIDADES
A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal e tem como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança. Por meio das atividades, as crianças, além de se divertirem, criam, interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem. Por isso, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos e as brincadeiras ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde a Educação Infantil.
A Psicomotricidade nada mais é que se relacionar através da ação, como um meio de tomada de consciência que une o ser corpo, o ser mente, o ser espírito, o ser natureza e o ser sociedade. A Psicomotricidade está associada à afetividade e à personalidade, porque o indivíduo utiliza seu corpo para demonstrar o que sente.
Vitor da Fonseca (1988) comenta que a "PSICOMOTRICIDADE" é atualmente concebida como a integração superior da motricidade, produto de uma relação inteligível entre a criança e o meio.
Na Educação Infantil, a criança busca experiências em seu próprio corpo, formando conceitos e organizando o esquema corporal. A abordagem da Psicomotricidade irá permitir a compreensão da forma como a criança toma consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio desse corpo, localizando-se no tempo e no espaço. O movimento humano é construído em função de um objetivo. A partir de uma intenção como expressividade íntima, o movimento transforma-se em comportamento significante. É necessário que toda criança passe por todas as etapas em seu desenvolvimento.
O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, dando oportunidade para que por meio de jogos, de atividades lúdicas, se conscientize sobre seu corpo. Através da recreação a criança desenvolve suas aptidões perceptivas como meio de ajustamento do comportamento psicomotor.Para que a criança desenvolva o controle mental de sua expressão motora, a recreação deve realizar atividades considerando seus níveis de maturação biológica. A recreação dirigida proporciona a aprendizagem das crianças em várias atividades esportivas que ajudam na conservação da saúde física, mental e no equilíbrio sócio-afetivo.
Segundo Barreto (2000), “O desenvolvimento psicomotor é de suma importância na prevenção de problemas da aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da direcional idade, da lateralidade e do ritmo”. A educação da criança deve evidenciar a relação através do movimento de seu próprio corpo, levando em consideração sua idade, a cultura corporal e os seus interesses. A educação psicomotora para ser trabalhada necessita que sejam utilizadas as funções motoras, perceptivas, afetivas e sócio-motoras, pois assim a criança explora o ambiente, passa por experiências concretas, indispensáveis ao seu desenvolvimento intelectual, e é capaz de tomar consciência de si mesma e do mundo que a cerca.
Bons exemplos de atividades físicas são aquelas de caráter recreativo, que favorecem a consolidação de hábitos, o desenvolvimento corporal e mental, a melhoria da aptidão física, a socialização, a criatividade; tudo isso visando à formação da sua personalidade.
SUGESTÕES DE EXERCÍCIOS PSICOMOTORES: engatinhar, rolar, balançar, dar cambalhotas, se equilibrar em um só pé, andar para os lados, equilibrar e caminhar sobre uma linha no chão e materiais variados (passeios ao ar livre), etc.....
Pode-se afirmar, então, que a recreação, através de atividades afetivas e psicomotoras, constitui-se num fator de equilíbrio na vida das pessoas, expresso na interação entre o espírito e o corpo, a afetividade e a energia, o indivíduo e o grupo, promovendo a totalidade do ser humano.

DICAS BIBLIOGRÁFICAS

CHICON, José Francisco. Prática psicopedagógica integrada em crianças com necessidades educativas especiais: abordagem psicomotora. Vitória: CEFD/UFES, 1999.
LAPIERRE, André; AUCOUTURIER, Bernard. A simbologia do movimento, psicomotricidade e educação. São Paulo: Manole, 1986.
LE BOULCH, Jean. Educação psicomotora: a psicomotricidade na idade escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.
VAYER, Pierre. A criança diante do mundo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986.
WALLON, Henri. Do ato ao pensamento. Porto Alegre: Artes Médicas, 1947.

Aline Souza Lima – Professora da Fase II – Educação Infantil - pós-graduada em Psicomotricidade
Silvia Bastos Barbosa – Professora do 1º ano do Ensino Fundamental - pós-graduada em Psicomotricidade.

Dificuldades de Aprendizagem


Nascemos com uma tendência nata para a aprendizagem, iniciamos nosso processo de aprendizagem bem cedo, aprendemos mamar, falar, pensar e muitas outras coisas. Por volta de três anos já somos seres curiosos, capazes de construir as primeiras hipóteses.
A aprendizagem é a construção do conhecimento são processos naturais e espontâneos na nossa espécie e se certamente não estão ocorrendo, é porque existe uma razão, pois uma lei da natureza está sendo contrariada.
A aprendizagem escolar deve ser natural, espontânea e até mesmo prazerosa.
Os problemas de aprendizagem referem-se a duas situações: a criança normal e a criança com desvio do quadro normal.
Segundo J. Paz podemos considerar o problema de aprendizagem como um sintoma, não aprender não é um quadro permanente, mas uma constelação de comportamentos, dos quais podemos destacar como sinal de descompensação.
Dificuldade de aprendizagem é um termo genérico que se refere a um grupo heterogêneo de desordens, manifestadas por dificuldades na aquisição e no uso da audição, da fala, da leitura, da escrita, do raciocínio ou das habilidades matemáticas. Segundo Terezinha Nunes (2000), problemas de controle de comportamento, percepção e interação social podem coexistir.
“é importante não se confundir dificuldade de aprendizagem com fracasso escolar, que embora tenham semelhanças na forma de se manifestarem, pertencem a categorias diferentes”.
Existem inúmeros fatores que podem desencadear um problema ou distúrbio de aprendizagem:
  • Fatores orgânicos: saúde física deficiente, falta de integridade neurológica, alimentação inadequada.
  • Fatores psicológicos: inibição, ansiedade, angústia.
  • Fatores ambientais: educação familiar, grau de estimulação, influência dos meios.
“muitas crianças são identificadas quando não realizam o que se espera de uma programação de ensino. Seja porque ficam presas a mecanismos que tentam reproduzir sem êxito, seja porque faltam-lhes mecanismos para se expressarem.”
Correll e Schwarz relacionam as formas de dificuldades que podem ocorrer no processo de aprendizagem, de acordo com vários aspectos:
Dificuldades de aprendizagem condicionadas pela escola:
  • as condicionadas pelo professor;
  • as condicionadas pela relação professor-aluno;
  • as condicionadas pela relação entre os alunos;
  • as condicionadas pelos métodos didáticos.
Dificuldades de aprendizagem condicionadas pela situação familiar. Distúrbios de aprendizagem condicionados por características da personalidade da criança.
Dificuldades de aprendizagem condicionadas por dificuldades de educação.
As dificuldades de aprendizagem mais reconhecida, dizem respeito ao desempenho escolar e são representadas pelas dificuldades de indivíduos com inteligência normal ou acima da média, apresentam em reter ou expressar informações recebidas. São divididas em verbais e não-verbais.
As dificuldades de aprendizagem verbais são relacionadas à dificuldade para adquirir processos simbólicos de leitura, escrita e matemática. Em relação à leitura encontramos a dislexia e a hiperlexia.
A dislexia deve ser entendida como um transtorno especifico em processar as informações procedentes da linguagem escrita, embora a inteligência do individuo seja normal e o potencial de aprendizagem esteja adequado a sua idade cronológica. Segundo Nicásio Garcia (1997).
“a dislexia é definida devido à presença de um déficit no desenvolvimento do raciocínio do reconhecimento e compreensão dos textos escritos.”
A dislexia pode ser dividida em dislexia da linguagem interior, onde a função de significação não é atingida (“criança repetidora de palavras”), e dislexia auditiva, onde o que é afetado é a auditoração dos grafemas, os processos cognitivo que relaciona os grafemas às formas de dislexia visual, onde a dificuldade é a discriminação das letras: tamanhos, formas, ângulos, etc. Mas há controvérsias sobre suas causas, conforme Peter Bryant:
“as causas da dislexia ainda são controvertidas, mas já existem algumas direções claras para o atendimento das crianças com dificuldade de aprendizagem.”
Já a hiperlexia diz respeito às crianças que apresentam uma habilidade precoce para reconhecer palavras escritas embora não compreendam seu significado. Segundo Baurouski (1995) e Kupperman (1995).
“para melhor compreensão das características da criança hiperléxica, é a habilidade precoce de leitura”.
Existem ainda, a dificuldade de aprendizagem escrita, disgrafia e disortografia e a discalculia (matemática).
As dificuldades de aprendizagem não-verbais são as que a criança apresenta para autoperceber-se, perceber seu mundo e relacionar-se com outras pessoas, embora tenham inteligência normal ou superior à média e não apresentam nenhum transtorno emocional (Johnson C. Myklebust,1987).
Nowicki C Duki (1996),cunharam o termo dissemia para se referirem a este tipo de dificuldade, citando:
“dissemia: dificuldade para utilizar e entender sinais e sinalização não-verbais.”
Se há um problema na aprendizagem escolar deve-se identificar a causa, combatê-la e tratá-la com intervenção especializada.
Existe hoje uma área do conhecimento que se dedica exclusivamente ao estudo dos distúrbios da aprendizagem e com os diversos elementos envolvidos nesse processo.Essa área é conhecida como psicopedagogia e busca na psicologia, na psicanalise, na psicolingüística, na pedagogia, na neurologia e outros os conhecimentos necessários para a compreensão do processo de aprendizagem.
Ao educador cabe detectar as dificuldades que aparecem na sala de aula e investigar as causas de forma ampla, que abranja os aspectos orgânicos, neurológicos, mentais, psicológicos, adicionados às problemáticas que a criança vive. Isso facilita o encaminhamento a um dos especialistas citados acima, que têm condições de orientar este professor a lidar com o aluno.
Na educação brasileira, a proposta é dar a oportunidade de aprender tanto quanto sua capacidade permitir, no entanto, os alunos que apresentam distúrbios ou problemas de aprendizagem não conseguem acompanhar o currículo, e porque fracassam, são classificados como retardados mentais ou como alunos fracos e multirrepetentes. São crianças que precisam de um atendimento especializado e o sistema brasileiro de educação não tem lugar para essas crianças.
As escolas deveriam ter um setor de orientação educacional, psicológica e pedagógica para atender os alunos com dificuldades provocadas pela própria escola ou professores. Os professores deveriam ser orientados na adequação do programa, na elaboração de métodos a serem aplicados e na forma de atender as crianças com problemas de aprendizagem.
“a educação especial ainda é uma utopia na realidade brasileira. Somente as classes sociais mais privilegiadas conseguem educar crianças com dificuldades de aprendizagem.”
Na escola pública, o professor deve contar com seus próprios conhecimentos, e ao perceber qualquer distúrbio, solicitar ajuda da família para que juntos possam ajudar a criança a superar suas dificuldades.
Em relação à integração desses alunos podemos dizer que existem muitos preconceitos em torno desta questão que impedem a compreensão de pais e professores, quanto os benefícios que a integração escolar de deficientes pode oferecer aos alunos em geral. A crença é de que o ensino decrescerá em qualidade e que tanto os alunos normais com os deficientes serão prejudicados com essa inovação escolar.
A intenção é substituir gradativamente um ensino especializado em alguns alunos “ensino especial”, por um ensino especializado “no aluno”, em outras palavras, possibilitar a integração de alunos com déficit intelectuais em salas de aula de o ensino regular.
Temos que ter condições favoráveis à integração escolar de pessoas com DGD no ensino regular, desde a concepção dos objetivos curriculares, à avaliação de desempenho dos alunos.
Precisamos capacitar professores para solicitar o desenvolvimento dos alunos deficientes e normais em todos os seus aspectos, o professor precisa atuar pedagogicamente num modo que beneficie todos os alunos. A adesão dos pais à causa.
Os conhecimentos e as modificações introduzidas na escola tem que ser no meio, considerando as dimensões locais da atividade cognitiva individual, (aprendizagem empírica – conhecimentos pragmáticos e particularizados).
Precisam oferecer aos professores condições de compreenderem a construção da inteligência, as situações particulares de aprendizagem.
Tem-se que exigir valorização do “saber fazer”.
É necessário se ter um compromisso com o desenvolvimento global de todos alunos, sejam normais e portadores de déficits intelectuais.
Temos que abrir novos caminhos para educação escolar, estimulando a capacidade criativa dos alunos, pois são importantes para novos conhecimentos.
Os professores têm que estarem mais atentos ao funcionamento psicológico dos alunos e ao desenvolvimento intelectual.
Precisa-se modernizar os instrumentos didáticos pedagógicos. É preciso quebrar a reprodução a repetição, sensibilizar a comunidade escolar para uma integração, pois os profissionais temem os desafios da integração. Tem que fazer um redimensionamento e redefinição da clientela das instituições especializadas no sentido de se dedicarem exclusivamente aos deficientes severos e não escolarizáveis. Segundo Clarice Nunes (1996)
“a integração deveria substituir gradativamente um ensino especial especializado em alguns alunos”, por um ensino especializado no geral, em outras palavras, possibilitar a integração de alunos com déficit intelectuais em salas de aula do ensino regular.”
Em qualquer um doa problemas acima citados é necessário que haja uma profunda integração entre a escola, professores e pais para que não se generalize as dificuldades em prender que os alunos possuem e para que se tenha a orientação e cuidado para cada caso.

Bibliografia
MANTOAN, Maria Tereza Egler; NUNES, Clarice. Educação em Questão. São Paulo, 1996.
GUERRA, Leila Boni. A criança com dificuldades de aprendizagem. São Paulo, 1998.
KUPFER, Maria Cristina. Educação para o Futuro. São Paulo, 1999.
MANTOAN, Maria Tereza Egler; NUNES, Clarice. Educação em Questão. São Paulo, 1996.
JOSÉ, Elisabete da Assunção; COELHO, Maria Tereza. Problemas de Aprendizagem. São Paulo, 1998.
NUNES, Terezinha; BUARQUE, Lair; BRYANT, Peter. Dificuldades na Aprendizagem de Leitura: Teoria e Pratica. São Paulo, 2000.


9 agosto, 2011
Publicado por Pedagogia ao Pé da Letra em Educação

EVENTO


WORKSHOP CNA - DEZEMBRO 2011


Os WORKSHOPS do CNA ocorrem duas vezes ao ano, sendo o primeiro deles abordando a avaliação neuropsicológica infantil e o segundo a avaliação neuropsicológica de adultos e idosos.

O workshop compreende a apresentação e discussão de casos clínicos atendidos pela equipe multidisciplinar. Procuramos selecionar os casos de diagnóstico e diagnóstico diferencial mais difíceis, representando desafios para a prática clínica.

Professor convidado: CANDIDA CAMARGO

14h00 - recebimento de material.

14h30 - 15h00 O uso de escalas na avaliação de adultos e idosos (Paulo Mattos)

15h00 - 15h30 CASO I – Traumatismo Craniencefálico (Daniel Segenreich)

15h30 - 16h00 CASO II - DEL em adulto (Tania Soares)

16h00 - 16h30 Coffee-break

16h30 - 17h00 CASO III - Transtono Invasivo em adulto (Paulo Mattos)

17h00 - 17h30 CASO IV - Afasia (Gabriel Coutinho)

17h30 - 18h00 CASO V - CCL x Demência (Flávia Miele)

18h00 - 18h30 CASO VI - Demência (Gabriel Coutinho)

18h30 - 19h00 Coffee-break

19h00 - 20h30 Palestra: Erros comuns no exame neuropsicológico de adultos e idosos (Cândida Camargo)


Data: 02 de DEZEMBRO de 2011
Local: INSTITUTO DOR – Rua Diniz Cordeiro 30, Botafogo, Rio de Janeiro.
Valor: R$ 320,00
Vagas: 30 (trinta) / Alunos do Curso de Neuropsicologia CNA 2011 não pagam

EVENTO PSICOPEDAGÓGICO